Jogadores que atuaram pelo Atlético de Cajazeiras, durante as
disputas do Campeonato Paraibano 2026, estão denunciando que a diretoria do
clube não pagou o último salário, alguns dias trabalhados além do contrato e
nem as verbas rescisórias.
Segundo a denúncia, os jogadores também não tiveram a
carteira de trabalho assinada, nem o recolhimento dos valores referentes ao
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O Arena Correio foi procurado por jogadores envolvidos nessa
situação, que informaram sobre a existência de um grupo maior com 18 atletas. A
reportagem do Arena Correio apurou que os envolvidos já procuraram o Sindicato
dos Atletas Profissionais do Estado da Paraíba (SAPEPB), buscando uma forma de
mediar essa situação.
Mas, nem só atletas estão diante deste impasse com a
diretoria do Trovão Azul do Sertão. Nesta terça-feira (21), em participação na
live do PB Esportes, o técnico Evandro Guimarães afirmou que também não recebeu
todos os valores referentes ao seu contrato com o clube.
Segundo ele, o trabalho começou desde novembro do ano
passado, mês esse que não foi pago e o primeiro salário recebido foi apenas 50
dias depois de ter iniciado as atividades. Porém, segundo ele, foi pago apenas
um mês e outro mês permaneceu sem ser quitado.
Evandro afirmou que a alegação da diretoria é a falta de
repasse de patrocinadores, a exemplo da Prefeitura de Cajazeiras.
Outra situação revelada por Guimarães é que, como ele foi
responsável por negociar com atletas e integrantes da comissão técnica, estes
passaram a cobrar o próprio Evandro algum posicionamento, em relação aos
salários e demais verbas.
“Eu estou no dia a dia e sempre alguém pergunta: “Professor,
não vai pagar a gente?” E fui eu que levei eles, né? Então assim, seria bom,
até o Paulo [Albuquerque, presidente do Atlético] falar, que foi um cara sempre
que nos atendeu. Já tem uma semana que mandei uma mensagem e ele não atendeu
mais”, disse Evandro.
O técnico garantiu que, de qualquer forma, terá que receber
os valores devidos pelo Atlético.
“Se não conseguir receber de um jeito, nós vamos ter que
receber de outro. No ano seguinte vão ligar para outros profissionais, vão
perguntar para nós “e aí professor, como é que é lá?” Atletas, comissão,
funcionários, vão perguntar pra gente, porque no futebol hoje em dia é tudo
informação. E eu não vou mentir, eu vou falar que os caras não honram. Quem
trabalhou ficou sem receber. Não está justo isso. Tem errado alguma coisa aí”,
desabafou.
O Arena Correio tentou contato com o presidente do Atlético
de Cajazeiras, Paulo Albuquerque, mas as mensagens não foram respondidas.







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