Oscar Schmidt, considerado um dos maiores nomes da história
do basquete brasileiro, morreu hoje aos 68 anos.
Oscar morreu hoje, após dar entrada na manhã desta
sexta-feira no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de
Parnaíba (SP), em parada cardiorrespiratória. Ele deixa a esposa, Maria
Cristina, e dois filhos, Filipe e Stephanie.
O Mão Santa
A precisão nos arremessos, que lhe rendeu o apelido de
"Mão santa", não foi a única marca registrada de um atleta que ficou
conhecido pelo amor e dedicação ao esporte.
Ele, inclusive, rebatia a alcunha e fazia questão de afastar
a força divina dos 'milagres' que fazia em quadra: "Não existe mão santa,
existe mão treinada", costumava dizer.
Graças a ele, nas quadras brasileiras, a camisa 14 — número
usado em homenagem ao dia em que pediu Cris, sua esposa, em namoro — ganhou
significado e passou a ser sinônimo de craque.
Recorde olímpico e brasileiro
Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos
— Moscou-1980, Los Angeles-1984, Seul-1988, Barcelona-1992 e Atlanta-1996 —, e
fez 1.093 pontos, marca até hoje não alcançada por qualquer outro atleta da
modalidade.
Ele também é o maior cestinha da seleção brasileira, com
7.693 pontos.
O título e o choro
Um dos títulos de maior destaque do esporte brasileiro, sem
dúvida, é o do basquete nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, nos
Estados Unidos.
A seleção comandada por Ary Vidal tinha Oscar como um dos
líderes, e contava com nomes como Marcel, Israel, Gerson e Pipoka.
O time verde e amarelo bateu os donos da casa, considerados
os soberanos da modalidade, na final por 120 a 115, com nada menos que 46
pontos do "Mão Santa".
Ao fim do jogo, com a medalha de ouro assegurada, o ala-pivô
se deitou na quadra e, com as mãos, tapou as lágrimas que rolavam pelo rosto. A
cena se tornou notável e é constantemente usada para representar momentos do
esporte do país.







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